quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Parabéns à Polícia Militar e à Polícia Civil do Rio de Janeiro

Ver na televisão aqueles malditos traficantes, correndo como ratos que abandonam um porão inundado, me encheu de esperança. Talvez o povo do Rio de Janeiro, se tiver coragem moral e vontade política para apoiar as ações policiais, venha a se livrar dessa corja de bandidos que tanto mal faz aos cariocas.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Abstenção pela Pedra

Reportagem de FERNANDO DE BARROS E SILVA, na Folha de São Paulo, em 22 NOV 10


Argentina, Chile, Japão, EUA e a Europa, num total de 80 países, aprovaram resolução na ONU, encaminhada pelo Canadá, contra as "recorrentes violações dos direitos humanos" por parte do governo do Irã. O Brasil se absteve. Votou como Sudão, Síria, Líbia, Cuba e Venezuela, entre outros.
Na resolução, está em jogo o repúdio às execuções por apedrejamento, às execuções de menores, à tortura, às mutilações, à perseguição a mulheres, minorias e presos políticos pelo Estado iraniano.
Ao justificar a posição brasileira, a embaixadora Maria Luiza Viotti defendeu que os direitos humanos devem ser examinados "de uma maneira holística, multilateral, despolitizada e não seletiva".
Maneira "holística"? Cabe um "voto de protesto" contra esse jargão eufemístico, a serviço da empulhação diplomática? Diante da iraniana que está prestes a morrer apedrejada, a fala brasileira soa simplesmente cínica.
Mas a abstenção do Brasil também é política. Ela faz eco à posição do próprio Irã, que vê na defesa dos direitos humanos uma cortina de fumaça para os interesses da política externa norte-americana.
O Brasil se nega a criticar o Irã publicamente. Insiste que a cooperação e o diálogo são preferíveis ao isolamento de Ahmadinejad. Na prática, transige com a barbárie, negociando vergonhosamente os direitos humanos, em nome, talvez, de um antiamericanismo fora de época e de lugar, como quem quisesse acertar contas do passado por razões equivocadas.
Lula, ao oferecer asilo a Sakineh Ashtani, acredita ter feito a sua parte. Lavou as mãos. Mas o Brasil será cobrado, e com razão, se sua execução se consumar. Por que não tratar o caso Sakineh como um divisor de águas? Ou melhor: por que, sabendo que ele assumiu essa dimensão, emprestar solidariedade aos facínoras? Por que jogar o peso político do país na simpatia acovardada e covarde pelo obscurantismo? Pois é disso, afinal, que se trata.

domingo, 21 de novembro de 2010

As 10 Instituições mais confiáveis do Brasil 2010

 Retratar a confiança do cidadão em uma instituição significa identificar se o cidadão acredita que essa instituição cumpre a sua função com qualidade, se faz isso de forma em que benefícios de sua atuação sejam maiores que os seus custos e se essa instituição é levada em conta no dia-a-dia do cidadão comum.

Nesse sentido o Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas em São Paulo divulgou os dados referentes ao 3º trimestre do ano (jul-set) do Índice de Confiança na Justiça (ICJ Brasil). Segue o Top 10:

1º. Forças Armadas: 66% dos entrevistados confiam
2º. Igreja Católica: 54%
3º. Emissoras de TV: 44%
4º. Grandes Empresas: 44%
5º. Imprensa Escrita: 41%
6º. Governo Federal: 41%
7º. Judiciário: 33%
8º. Polícia: 33%
9º. Congresso Nacional: 20%
10º. Partidos Políticos: 8%
Fonte: ICJBrasil (FGV)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Eleições 2010

Eu me lembro das eleições presidenciais de 2002.

Serra foi apresentado por muitos como inimigo das Forças Armadas. No dizer de muitos, ele nos odiava... Era quase modismo afirmar que votaria em qualquer um, mesmo que fosse o Lula, mas no Serra, nunca...

Agora o mesmo Serra aparece, em 2010, como salvador... Salvador de que? Ou de quem?

Ora, eu também votei nele, mas imaginar que mudanças significativas seriam alcançadas com sua eleição é, no meu entender, ingenuidade.

O que de diferente foi proposto? Alguma tentativa de desmascarar o Lula? De mostrar à nação que a imprensa comprada havia criado um mito? Um mito de pés de barro, a bem da verdade.

Entre dois candidatos iguais, que apresentavam como propostas apenas o continuísmo, me parece óbvio que o povo escolhesse a candidata original, e não o genérico...

Mas, nada como o tempo. Com certeza a Dilma não vai ter a moleza que teve seu antecessor e mestre. Ela não tem luz própria e sabe disso. Sabe também que não sentaria na cadeira de presidente sem as bênçãos do Lula. E sabe ainda que seu protetor tentará conduzi-la, como uma marionete, governando de fato em seu lugar.

Por quanto tempo a picada da mosca azul demorará para fazer efeito? Os bajuladores e os interesseiros de plantão, os oportunistas, os ambiciosos e a própria sedução do cargo farão o seu trabalho. É só esperar...

No meu ponto de vista, o PNDH-3 acabou tendo um efeito inesperado para seus idealizadores. Ele despertou a grande imprensa para o risco da censura e do controle da mídia pelo governo. A situação ficou embaraçosa: o mito (o dos pés de barro) criado pela imprensa se voltou contra ela própria, confirmando o paradoxo da criatura que se volta contra o criador.

Outro efeito a considerar foi a reação das igrejas, antes aliadas e dominadas pela teologia da libertação. Neste aspecto, me parece também haver uma mudança de rumo...

Não pretendo adivinhar o futuro, mas quase diria que o caráter autoritário de Dilma, sua formação marxista, sua inexperiência política, sua vaidade pessoal e, é claro, a ambição de poder de Lula, hão de cobrar seu preço.

Só espero que seja bem caro, para pagar pelo engodo a que foram submetidos os brasileiros mais humildes, que esperançosos por melhores dias a elegeram.

Talvez até surja alguém digno de ser apoiado, para o bem de nossa Pátria e suas Forças Armadas.