A Comissão da Verdade está prestes a iniciar os seus trabalhos.
Será o julgamento dos ausentes, a condenação dos infamados, ou melhor, o seu imoral empalamento publico.
Um mau-cheiro exala no ar.
A
Comissão se compromete a arrolar os crimes dos Governos Militares e de
seus Agentes. E, acreditem: levantará, acusará, e vilipendiará a todos,
sem exceção e, por torpe cumplicidade, ao Exército Brasileiro e às
demais Forças Singulares.
Não precisava, pois os erros dos governos militares são do domínio publico.
O principal foi empenhar-se na luta para evitar que a subversão tomasse pelas armas o poder, pois os heróicos terroristas agitaram, roubaram, seqüestraram, assassinaram, mentiram e cooptaram jovens inocentes (como fizeram na “Guerrilha do Araguaia”), iludindo - os com a lenda dourada do comunismo.
Utilizando
a mesma arma, a Propaganda, conseguiram atribuir a si mesmos, o retorno
do País ao pluralismo político, e se autoproclamar angelicais
defensores da democracia.
O outro monumental equivoco foi a postura imobilista em relação ao solerte inimigo.
E
a luta foi dureza, pois o inimigo não tinha rosto, não usava uniforme, e
os governos militares, sem experiência naquele tipo de luta, penaram
para estabelecer mecanismos mínimos de eficiência para resistir aos
ataques frenéticos de terroristas, muitos adestrados no exterior em atos
e ações das mais desumanas.
O erro dos agentes que os combateram... foi combatê-los.
Mas isto não vem ao caso.
Interessa que as
Forças Armadas combateram e venceram o comunismo em todas as ocasiões
em que, de diferentes maneiras, seus adeptos tentaram tomar o poder.
Neste caso, lamentavelmente, a História vem sendo contada de forma
unilateral pelos derrotados, com suas versões distorcidas dos fatos.
Alguém
já disse que uma derrota é a maior das frustrações. Eles sofreram três,
todas capitaneadas pelas Forças Armadas. E, por isso, não perdoam as
nossas Forças Armadas.
É típico do governo tirânico que se adonou do País tripudiar sobre o único instrumento democrático que pode fazer lhe frente.
Aqui,
os terroristas são homenageados com nomes de ruas e de praças, e os
verdadeiros traidores da democracia são indenizados pelo Estado.
Alguns, mesmo os mais ingênuos, não podem fechar os olhos diante da constatação de que vivemos sob um regime “cripto-comunista”,
grosseiramente disfarçado, e que a Comissão da Verdade é um instrumento
para desmoralizar e anular os Agentes da Repressão e, por vias diretas,
os Governos, aos quais eles serviram.
Ao
se proporem em desmoralizar os Governos Militares, íntegros e
capitaneados por homens de conduta ilibada, sem ambições políticas, e
que traziam o desejo de governar com dedicação a sua Pátria, os antigos
terroristas e subversivos, atacam, ostensivamente, as Forças Armadas, de
acordo com eles, a base de onde saíram os seus algozes e ferramentas
utilizadas pelos Presidentes Militares, para promover atrocidades.
Sim,
comprovamos que as Forças Armadas construíram uma identidade, e para o
Exército Brasileiro, desde a Batalha dos Guararapes formaria uma
identidade, uma personalidade, fruto de centenas de atos e de atitudes
que construíram um monumento de integridade.
Tememos
o que sobrará de dignidade, após o tremendo massacre que assistiremos
na tragicomédia, após vigência da Comissão, que terá dois anos para
esmagar, não apenas os dedicados Agentes da Repressão, mas os seus
Governantes, e por vias diretas, ao Exército Brasileiro, berço e
formador daqueles lídimos Presidentes.
É
com pesar que presenciamos ao terrível revanchismo, e mais compungidos
por testemunharmos o vergonhoso silêncio dos cidadãos probos, que por
omissão tornaram-se cúmplices dessa inconcebível pantomima.
O que poderá esperar no futuro uma Nação, cujos militares, passivamente, observam a farsa que se aproxima?
Sim,
não sabemos o que restará, nem a coragem, nem a determinação, e será
difícil manter alto o brado de “BRASIL ACIMA DE TUDO”, diante desta
ultrajante vilania.
Brasília, DF, 17 de maio de 2012
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira