quinta-feira, 16 de maio de 2013

CARO AMIGO USTRA,




Senti um grande orgulho ao vê-lo esgrimir, corajosamente, com a palavra afiada da indignação - embora com armas desiguais -, contra aquela corja de farsantes, que o elegeram como alvo preferido para as suas desvairadas acusações, inspiradas em obsessivo revanchismo ideológico, utilizando artifícios e técnicas hábil e sutilmente preparadas.

Que covardia, Dr. Fonteles!!!

Creio que não é difícil reconhecer que você foi o escolhido como mártir, mas, na verdade, você representa cada um de nós, os verdadeiros democratas, civis e militares, que, à sua maneira e das respectivas trincheiras, enfrentaram essa horda de incendiários comunistas no momento certo. E, mais que isto - como você bem disse -, não era você que ali deveria estar, sujeito àquelas destemperadas agressões circenses, adredemente ensaiadas para atuar no picadeiro da mentira, mas, sim, a instituição que o convocou oficialmente para enfrentar os desatinados terroristas, e, inclusive, o condecorou, em reconhecimento ao seu brilhante e destemido desempenho, com inexcedível bravura, no processo de impedir a cubanização do nosso país.

Ao invés de estar solitário ante aquela comissão espúria, exposto à sanha dos comunas e da imprensa chapa branca, você deveria estar sendo homenageado, como exemplo de profissional dotado de moral e firmeza diante do perigo, numa luta em que a cada momento, a sua própria vida esteve sempre ameaçada.

Afinal, não lutamos contra amadores. Sim, não é amador quem faz curso de terrorismo em países comunistas, particularmente em Cuba; quem assalta bancos e trem pagador; quem sequestra aeronaves e autoridades estrangeiras; quem rouba armas de quartéis, assalta residências e executa sumariamente, pelo processo do "justiçamento", os próprios camaradas arrependidos; quem lança bombas em logradouros públicos e contra quartéis, matando e mutilando inocentes; quem assassina friamente, e depois de tudo, ainda vai receber o seu prêmio milionário na tesouraria da comissão, apoiados pela conivência de ocupantes de elevados postos, encastelados no poder.

Enquanto isto, os mortos deste lado da colina, mais de cem, não existem na estatística do vingativo Cláudio Fonteles. Ao contrário, são ignorados pela comissão e por quem a criou em meio a rasgos de exacerbada vingança. Certamente, os que foram por eles friamente assassinados, não têm pai nem mãe, não têm filhos e nem parentes, são verdadeiros pá rias, sem nome, sem identidade, sem história. E, claro, sem qualquer direito às polpudas indenizações.

Estamos, caro amigo Ustra, diante do maior blefe da nossa história contemporânea. Ou melhor, da absurda versão de uma estória fantasiosa, por eles criada, em que o Brasil vivia em plena paz, os trabalhadores trabalhando, os estudantes da UNE estudando, e, então, os militares, por simples prazer, decidiram, numa 4ª feira à tarde, desencadear uma violenta ação contra esses pobres inocentes, perseguindo, prendendo e matando, sem nenhuma justificativa plausível.

É curioso como ninguém pergunta o que esses mortos em combate estavam fazendo, o que pretendiam, qual era o objetivo da organização a que pertenciam, e estas, estavam a serviço de que causa internacional? Não se interessam em perguntar qual era o contexto do mundo naquela época, em que as forças marxistas estendiam os seus tentáculos em todas as direções geográficas, sendo que no continente americano, Fidel e o sanguinário Che Guevara, lideravam o projeto de disseminação do Movimento Comunista Internacional-MCI. E, no Brasil, o governo Goulart, dia a dia, mais se articula com essas forças de esquerda, com evidentes demonstrações públicas de indisciplina e quebra da hierarquia, o que transformou o país em alvo preferencial dos comunistas, pela fragilidade de suas instituições.

E qual será o próximo passo da CNv, especialmente agora que os comissários estão sendo muito cobrados por sua "chefa", pela evidente falta de resultados concretos? Certamente tentarão avançar para o grande e oculto objetivo, que é a provocação do Judiciário no sentido de restringir a aplicação da Lei da Anistia, para responsabilização penal e civil dos militares e civis, anotados na Lista de Fonteles.

O que aconteceu com Ustra, foi apenas um exemplo do destempero e da sanha dessa incompetente comissão. Para justificar a sua criação e o seu funcionamento, com representações em todos os Estados e em todas as Universidades Federais do país, eles precisam dar um golpe mortal, e a Lei da Anistia, parece-nos, será o próximo item da agenda.

Se tivesse que eleger uma única expressão para motivar, tentativamente, os clubes militares, as organizações anti-comunistas, os companheiros da reserva e da ativa das Forças Armadas, a sociedade civil, em geral, que não deseja ver o nosso país sob uma ditadura totalitária, e o pouco de mídia que ainda resta a nosso favor, eu recomendaria esta expressão, com nuances de ação: MOBILIZAÇÃO.

Parabéns Carlos Alberto Ustra, pela coragem de expressar as suas sólidas convicções, mesmo tendo o direito de ficar calado. Que Deus lhe dê forças e tranquilidade para continuar enfrentando esse "tsunami" de calúnias.

Parabéns aos Generais Luiz Adolfo Sodré de Castro e Rocha Paiva, pelo elevado espírito de camaradagem e explícita solidariedade.

"O Brasil continua esperando que cada um cumpra com o seu dever."

Carlos Leger Sherman Palmer

Exército Brasileiro
"Braço Forte, Mão Amiga"

domingo, 12 de maio de 2013

MISSÃO IMPOSSÍVEL E AS TRAQUINAGENS DO GRILO FALANTE


Texto do Coronel de Infantaria (R1) Weslei Antonio Marett, da Turma Integração Nacional

O depoimento do Cel Brilhante Ustra na Comissão da Verdade no dia 10 do corrente mês poderia estar no enredo de dois filmes, Missão Impossível e as Traquinagens do Grilo Falante.

É impossível a missão que o cel Ustra se auto atribuiu de demonstrar, junto aos membros da Comissão da Verdade, que os Órgãos de Informações do Exército combateram organizações criminosas que pretendiam tomar o poder no Brasil e implantar um regime ditatorial de inspiração marxista leninista nas décadas de 60 e 70. Para os mesmos, os integrantes das organizações revolucionárias eram jovens idealistas, democratas, que buscavam derrubar um Estado de exceção e restabelecer o regime democrático. O fato de usarem armas e praticarem atentados contra quarteis e locais públicos, desapropriarem dinheiro de bancos, realizarem sequestros de diplomatas e justiçarem pessoas que se contrapunham aos seus objetivos é perfeitamente aceitável em razão de ser a única forma de agirem contra um regime ditatorial. Os fins justificavam os meios e era um grupo de idealistas que lutavam contra o que pior poderia ter na política brasileira.

Os “usurpadores do poder” tentavam impedir que, em um quadro da Guerra Fria, o Brasil se tornasse uma nova pátria dos trabalhadores como a URSS, Cuba, China, Albânia e tantos outros países que somente conseguiram se libertar do paraíso na década de 80, depois que milhões de pessoas foram mortas, torturadas, presas sem julgamento, desterradas e impedidas de viverem como cidadãos livres. Lutaram para colocar em prática os ideais do gen Goes Monteiro de transformar o Brasil em uma potencia para, em consequência, haver um Exército forte. A história e os dados econômicos do período dos governos militares são incontestáveis, para verificá-los é só saber ler.

A atitude tendenciosa dos integrantes da Comissão da Verdade ficou evidenciada com o comportamento do grilo falante Claudio Fonteles. É impossível ver o ex-Procurador Geral da República falando sem que nos venha à cabeça a imagem do grilo falante do Pinóquio. 

Ao final da inquirição o dito inseto leu um relatório do DOI-CODI chefiado pelo coronel Ustra, com a classificação sigilosa Confidencial, em que é apresentado o movimento de pessoas presas em um período. No relatório há um item Mortos que, no espaço de tempo considerado, foi registrado o número de 47 pessoas. Salta aos olhos que, conforme explicou o cel Ustra, o número citado se referia a terroristas mortos durante as operações do DOI. Para o patético grilo falante o número seria de pessoas mortas nas dependências do Destacamento. Assim, o chefe do DOI estaria enviando em um documento confidencial que, no mínimo dezenas de pessoas teriam acesso, a confissão de ter assassinado presos sob sua custódia. 

Estamos tratando de Fonteles, que foi Procurador Geral da República, tem experiência na área jurídica e não seria tolo de julgar que alguma autoridade militar, em qualquer país do mundo, teria o comportamento de auto incriminar-se dessa forma. Restou o que? Um comportamento idiota, retrógrado, preconceituoso, para dizer o mínimo, de buscar uma forma de atribuir ao DOI algo que ele sabe não ser verdadeiro. 

Finalmente o coronel Ustra disse que o Exército é quem deveria estar no seu lugar porque somente tinha cumprido ordens e nunca foi punido pelo seu comportamento profissional. Na verdade o Exército, como instituição, não pode estar sendo inquirido. Porém, os atuais dirigentes poderiam demonstrar publicamente o que pensam do assunto, todavia é mais fácil uma cobra fumar que algo assim acontecer. Parece que não se está tratando de ações que foram desencadeadas pela estrutura organizacional do Exército. Aos que não viveram o momento histórico fica a impressão que os profissionais do DOI-CODI agiam como os atuais milicianos, por motivação própria. 

O comportamento e a coragem do coronel Ustra servem de exemplo para todos os que um dia se comprometeram a dedicar-se inteiramente ao serviço da pátria. Apesar de travar uma luta de Davi contra Golias a sua vitória é certa porque no final o bem prevalece sobre o mal, pelo menos é o que ética cristã estabelece.