Senti
um grande orgulho ao vê-lo esgrimir, corajosamente, com a palavra afiada da
indignação - embora com armas desiguais -, contra aquela corja de farsantes,
que o elegeram como alvo preferido para as suas desvairadas acusações,
inspiradas em obsessivo revanchismo ideológico, utilizando artifícios e
técnicas hábil e sutilmente preparadas.
Que
covardia, Dr. Fonteles!!!
Creio
que não é difícil reconhecer que você foi o escolhido como mártir, mas, na
verdade, você representa cada um de nós, os verdadeiros democratas, civis e
militares, que, à sua maneira e das respectivas trincheiras, enfrentaram essa
horda de incendiários comunistas no momento certo. E, mais que isto - como você
bem disse -, não era você que ali deveria estar, sujeito àquelas destemperadas
agressões circenses, adredemente ensaiadas para atuar no picadeiro da mentira,
mas, sim, a instituição que o convocou oficialmente para enfrentar os
desatinados terroristas, e, inclusive, o condecorou, em reconhecimento ao seu
brilhante e destemido desempenho, com inexcedível bravura, no processo de
impedir a cubanização do nosso país.
Ao
invés de estar solitário ante aquela comissão espúria, exposto à sanha dos
comunas e da imprensa chapa branca, você deveria estar sendo homenageado, como
exemplo de profissional dotado de moral e firmeza diante do perigo, numa luta
em que a cada momento, a sua própria vida esteve sempre ameaçada.
Afinal,
não lutamos contra amadores. Sim, não é amador quem faz curso de terrorismo em
países comunistas, particularmente em Cuba; quem assalta bancos e trem pagador;
quem sequestra aeronaves e autoridades estrangeiras; quem rouba armas de
quartéis, assalta residências e executa sumariamente, pelo processo do
"justiçamento", os próprios camaradas arrependidos; quem lança bombas
em logradouros públicos e contra quartéis, matando e mutilando inocentes; quem
assassina friamente, e depois de tudo, ainda vai receber o seu prêmio
milionário na tesouraria da comissão, apoiados pela conivência de ocupantes de
elevados postos, encastelados no poder.
Enquanto
isto, os mortos deste lado da colina, mais de cem, não existem na estatística
do vingativo Cláudio Fonteles. Ao contrário, são ignorados pela comissão e por
quem a criou em meio a rasgos de exacerbada vingança. Certamente, os que foram
por eles friamente assassinados, não têm pai nem mãe, não têm filhos e nem
parentes, são verdadeiros pá rias, sem nome, sem identidade, sem história. E,
claro, sem qualquer direito às polpudas indenizações.
Estamos,
caro amigo Ustra, diante do maior blefe da nossa história contemporânea. Ou
melhor, da absurda versão de uma estória fantasiosa, por eles criada, em que o
Brasil vivia em plena paz, os trabalhadores trabalhando, os estudantes da UNE
estudando, e, então, os militares, por simples prazer, decidiram, numa 4ª feira
à tarde, desencadear uma violenta ação contra esses pobres inocentes,
perseguindo, prendendo e matando, sem nenhuma justificativa plausível.
É
curioso como ninguém pergunta o que esses mortos em combate estavam fazendo, o
que pretendiam, qual era o objetivo da organização a que pertenciam, e estas,
estavam a serviço de que causa internacional? Não se interessam em perguntar
qual era o contexto do mundo naquela época, em que as forças marxistas
estendiam os seus tentáculos em todas as direções geográficas, sendo que no
continente americano, Fidel e o sanguinário Che Guevara, lideravam o projeto de
disseminação do Movimento Comunista Internacional-MCI. E, no Brasil, o governo
Goulart, dia a dia, mais se articula com essas forças de esquerda, com
evidentes demonstrações públicas de indisciplina e quebra da hierarquia, o que
transformou o país em alvo preferencial dos comunistas, pela fragilidade de
suas instituições.
E
qual será o próximo passo da CNv, especialmente agora que os comissários estão
sendo muito cobrados por sua "chefa", pela evidente falta de
resultados concretos? Certamente tentarão avançar para o grande e oculto
objetivo, que é a provocação do Judiciário no sentido de restringir a aplicação
da Lei da Anistia, para responsabilização penal e civil dos militares e civis,
anotados na Lista de Fonteles.
O
que aconteceu com Ustra, foi apenas um exemplo do destempero e da sanha dessa
incompetente comissão. Para justificar a sua criação e o seu funcionamento, com
representações em todos os Estados e em todas as Universidades Federais do
país, eles precisam dar um golpe mortal, e a Lei da Anistia, parece-nos, será o
próximo item da agenda.
Se
tivesse que eleger uma única expressão para motivar, tentativamente, os clubes
militares, as organizações anti-comunistas, os companheiros da reserva e da
ativa das Forças Armadas, a sociedade civil, em geral, que não deseja ver o
nosso país sob uma ditadura totalitária, e o pouco de mídia que ainda resta a
nosso favor, eu recomendaria esta expressão, com nuances de ação: MOBILIZAÇÃO.
Parabéns
Carlos Alberto Ustra, pela coragem de expressar as suas sólidas convicções,
mesmo tendo o direito de ficar calado. Que Deus lhe dê forças e tranquilidade
para continuar enfrentando esse "tsunami" de calúnias.
Parabéns
aos Generais Luiz Adolfo Sodré de Castro e Rocha Paiva, pelo elevado espírito
de camaradagem e explícita solidariedade.
"O
Brasil continua esperando que cada um cumpra com o seu dever."
Carlos
Leger Sherman Palmer
Exército
Brasileiro
"Braço
Forte, Mão Amiga"