segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O poder da Ave Maria


Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

Milhões dos católicos rezam frequentemente a Ave Maria. Alguns repetem-na depressa, nem mesmo pensando nas palavras que estão dizendo.

Este artigo poderá ajudá-lo a recitá-la mais pensativamente.



- Uma Ave Maria bem rezada enche o coração de Nossa Senhora com alegria e nos concede grandes graças. Uma Ave Maria bem recitada dá-nos mais graças que mil rezadas sem reflexão.

- A Ave Maria é como uma mina de ouro da qual nós podemos sempre extrair e nunca se esgota. É difícil rezar a Ave Maria? Tudo o que temos que fazer é saber seu valor e compreender seu significado.

- S. Jerônimo nos diz que “as verdades contidas no Ave Maria são tão sublimes, tão maravilhosas, que nenhum homem ou anjo poderiam compreendê-las inteiramente.”

- S. Tomás de Aquino, príncipe dos teólogos, “o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios”, como Leão XIII o chamou, pregou o Ave Maria por 40 dias em Roma, enchendo os corações de êxtase.

- Pe. F. Suárez, o santo e erudito jesuíta, declarou que ao morrer dispostamente daria todos os livros que escreveu, todas as obras de sua vida, pelo mérito de uma só Ave Maria rezada devotamente.

- S. Matilde, que amava muito Nossa Senhora, certo dia estava se esforçando para compor uma bela oração em sua honra. Nossa Senhora apareceu-lhe, com as letras douradas em seu peito: “Ave Maria, cheia de graça.” Disse-lhe: “Desista, minha filha, de seu trabalho, pois nenhuma oração que talvez você pudesse compor dar-me-ia a alegria e o prazer da Ave Maria.”

- Um certo homem encontrou a alegria em orar lentamente a Ave Maria. A bendita Virgem em troca apareceu-lhe sorrindo e, anunciando-lhe o dia e hora de sua morte, concedeu-lhe uma santa morte. Depois de sua morte, um lírio branco cresceu de sua boca e escrito em suas pétalas: “Ave Maria.”

- Cesário descreve um incidente similar. Um santo e humilde monge viveu no monastério. Sua mente e memória estavam tão fracas que ele somente podia repetir uma oração, que era a Ave Maria. Depois de sua morte uma árvore cresceu sobre sua sepultura e em todas suas folhas estava escrito: “Ave Maria”.

Estas belas histórias nos mostram quantas devoções há para Nossa Senhora e o poder atribuído à Ave Maria rezada devotamente. Cada vez que dizemos a Ave Maria repetimos as mesmas palavras com que o arcanjo Gabriel saudou Maria no dia da Anunciação, quando ela se tornou a Mãe do Filho de Deus.

Muitas graças e alegrias encheram a alma de Maria naquele momento. Quando oramos o Ave Maria ofertamos novamente essas graças e alegrias à Nossa Senhora e ela os aceita com imenso prazer. Em troca ela nos dá uma ação dessas alegrias.

Certa vez Nosso Senhor pediu a S. Francisco que lhe desse algo. O santo respondeu: “Querido Senhor, eu não posso lhe dar nada que eu já não lhe dei, todo meu amor”.

Jesus sorriu e disse: “Francisco, dê-me tudo de novo e de novo e irá dar-me o mesmo prazer”.

Da mesma forma nossa querida Mãe aceita cada vez que oramos o Ave Maria e recebe as alegrias e prazer que ela teve das palavras de S. Gabriel.

Deus Todo-poderoso deu a Sua Bendita Mãe toda a dignidade, grandeza e santidade necessária para torná-la perfeita para ser sua Mãe. Mas Ele também lhe deu toda a doçura, amor, brandura e afeto necessário para  fazê-la também nossa querida Mãe. Maria é realmente nossa Mãe.

Assim como os filhos se dirigem às suas mães para pedir ajuda, da mesma forma deveríamos nos dirigir com a confiança ilimitada a Maria.

S. Bernardo e muitos Santos disseram que nunca ouviram falar em qualquer tempo ou lugar que Maria se recusou a ouvir as orações de seus filhos na Terra.

Por que não percebemos estas consoladoras verdades? Por que recusar o amor e  consolação que a doce Mãe de Deus nos oferece?

É nossa lamentável ignorância que nos priva desta ajuda e consolação.

Amar e confiar em Maria é ser feliz agora na Terra e depois feliz no céu.  O Dr. Hugh Lammer foi um dedicado protestante, com forte ódio contra a Igreja Católica. Um dia ele encontrou uma explicação da Ave Maria e começou a lê-la. Ele ficou tão encantado com ela que começou a rezá-la diariamente. Insensivelmente, toda a sua animosidade anti-católica começou a desaparecer. Ele se tornou um bom católico, um santo padre e um professor de Teologia Católica em Breslau.

Chamaram um sacerdote ao lado da cama de um homem que morria no desespero por causa dos seus pecados. O homem recusava se confessar. Como um recurso último o sacerdote pediu-o a orar pelo menos a Ave Maria. Logo após, o pobre homem fez uma confissão sincera e morreu uma morte santa.

Na Inglaterra, pediram a um sacerdote da paróquia para ver uma senhora protestante que estava gravemente doente e que desejava se tornar católica.  Perguntado se alguma vez ela já tinha ido à Igreja Católica ou se ela tinha falado com católicos, ou se ela tinha lido livros Católicos, ela respondeu: “não”. Tudo o que ela podia lembrar era que uma amiga lhe ensinou o Ave Maria, o qual ela rezava toda noite. Ela foi batizada e, antes de morrer, teve a felicidade de ver seu marido e filhos batizados.

S. Gertrudes diz-nos no seu livro “Revelações” que quando nós agradecemos a Deus pelas graças que Ele deu a qualquer Santo, tornamo-nos participantes daquelas determinadas graças.

Que graças então não temos quando oramos o Ave Maria agradecendo a Deus por todas as inexprimíveis graças que Ele deu a Sua Bendita Mãe?
“Uma Ave Maria dita sem sensível fervor, mas com um puro desejo em um tempo de aridez, tem muito mais valor à minha vista do que um Rosário inteiro no meio das consolações”. (Nossa Senhora a Ir. Benigna Consolata Ferrero)

Fonte: Bíblia Católica News

sábado, 19 de outubro de 2013

A mais antiga Oração Mariana


"À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!"

 A oração "Sub tuum praesidium" (À vossa proteção) é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Encontrada num fragmento de papiro, em 1927, no Egito, remonta ao século III.



Tem uma excepcional importância histórica pela explícita referência ao tempo de perseguições dos cristãos ("Estamos na provação" e "Livrai-nos de todo perigo") e uma particular importância teológica por recorrer à intercessão de Maria, invocada com o título de Theotókos (Mãe de Deus).


Este título é o mais importante e belo da Virgem Santíssima. Já no século II era dirigido a Maria e foi objeto de definição conciliar em Éfeso, em 431.


O texto primitivo do qual derivam as diversas variações litúrgicas (copta, grega, ambrosiana e romana) é o seguinte: “Sob a asa da vossa misericórdia nós nos refugiamos, Theotókos; não recuse os nossos pedidos na necessidade e salva-nos do perigo: somente pura, somente bendita”.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Oração a São José

Oração a São José
Oh! glorioso São José, a quem foi dado o poder de tornar possíveis as coisas humanamente impossíveis, vinde em nosso auxílio nas dificuldades em que nos achamos. Tomai sob a vossa proteção a causa que vos confiamos, para que tenha uma solução favorável.
 
Oh! Pai muito amado, em vós depositamos toda nossa confiança. Que ninguém possa jamais dizer que vos invocamos em vão. Já que tudo podeis junto a Jesus e Maria, mostrai-nos que vossa bondade é igual ao vosso poder.
 
São José, a quem Deus confiou o cuidado da mais santa família que jamais houve, sede o pai e protetor da nossa e impetrai-nos a graça de vivermos e morrermos no amor de Jesus e Maria.
 
São José do Perpétuo Socorro rogai por nós que recorremos a vós.

sábado, 5 de outubro de 2013

Oração a Santa Teresinha

Oração a Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face


Ó Santa Teresinha, branca e mimosa flor de Jesus e Maria, que embalsamais o Carmelo e o mundo inteiro com o vosso suave perfume, chamai-nos e nós correremos convosco, ao encontro de Jesus, pelo caminho da renúncia, do abandono e do amor.

Fazei-nos simples e dóceis, humildes e confiantes para com o nosso Pai do céu.

Ah! Não permitais que o ofendamos com o pecado.

Assisti-nos em todos os perigos e necessidades; socorrei-nos em todas as aflições e alcançai-nos todas as graças espirituais e temporais, especialmente a graça que estamos precisando agora (diz a aqui a graça desejada).

Lembrai-vos, ó Santa Teresinha, que prometestes passar vosso céu fazendo bem a terra, sem descanso, até ver completo o número de eleitos.

Ah! Cumpri em nós a vossa promessa: sede nosso anjo protetor na travessia desta vida e não descanseis até que nos vejais no céu, ao vosso lado, contando as ternuras do amor misericordioso do Coração de Jesus. Amém!

Oraçôes a São Jorge

 Oração de São Jorge

Ó São Jorge, meu guerreiro, invencível na Fé em Deus, que trazeis em vosso rosto a esperança e confiança abra os meus caminhos.

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer algum mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, a Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel cavalo meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.
Ajudai-me a superar todo o desanimo e alcançar a graça que tanto preciso: (fazei aqui o seu pedido)
Dai-me coragem e esperança fortalecei minha e auxiliai-me nesta necessidade.
Com o poder de Deus, de Jesus Cristo e do Divino Espírito Santo. Amém!



Oração da Espada de São Jorge
h! Glorioso Guerreiro São Jorge, eu te suplico confiante que serei atendido, neste momento difícil da minha vida, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, com Vossa Espada de Luta, venha cortar todo mal e principalmente (faz o pedido).
Com a força do teu poder de defesa, eu me coloco na proteção do teu escudo, para combater o bom combate contra todo mal ou influência negativa que estiver em meu caminho. Amém.
São Jorge Cavaleiro, guiai-me. São Jorge Guerreiro, defendei-me. São Jorge Mártir, protegei-me.
Todo devoto de São Jorge deve usar a espada (o terço) sempre que rezar esta oração.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Delírios de um povo sitiado

Artigo de Rodrigo Constantino, publicado no jornal "O GLOBO", na edição de 1º de outubro de 2013.                                                 

 “Não é possível discutir racionalmente com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos.”  (Karl Popper)

Participo hoje do evento Oriente Médio: Crise e Esperança, com os jornalistas Caio Blinder, Diogo Mainardi, Guga Chacra e Reinaldo Azevedo. O tema está na ordem do dia, com toda a confusão na Síria e o agora evidente fracasso da Primavera Árabe, que chegou a encantar muitos “especialistas”.

A aparente tentativa de se aproximar do Ocidente por parte do presidente iraniano Rouhani despertou novas esperanças em muitos. Arrisco dizer que vão se decepcionar novamente. Ignoram a premissa básica de que muitos na região simplesmente não aceitam a existência de Israel.

Em “The Oslo Syndrome”, Kenneth Levin apresenta uma tese interessante de por que tantos judeus se enganam em relação às intenções de seus inimigos. O fenômeno seria, antes de tudo, psicológico. Vale resumi-lo, até porque não é do interesse apenas dos judeus, mas de todo o Ocidente.

O autor vai buscar em Anna Freud parte da explicação. Muitas crianças abusadas adotam um comportamento estranho de culpa, como se algo de ruim nelas justificasse sua situação. No afã de conquistar de alguma maneira o amor do parente que a abusa, a criança transfere a responsabilidade para si própria.

Outra possível explicação diz respeito à ingenuidade das crianças. O abuso normalmente vem junto com acusações de que tal ato é consequência de alguma coisa errada que ela fez, e a criança aceita tal fardo pelo valor de face.

Uma terceira possibilidade seria o narcisismo típico da infância. As crianças estão inclinadas a se enxergar como o centro do mundo e se atribuir poderes grandiosos. Isso cria a predisposição para assumirem a responsabilidade de tudo aquilo que acontece com elas, bom ou ruim.

Tais crianças se deparam com duas escolhas: podem compreender que são vítimas de forças e circunstâncias fora de seu controle, o que pode levar a certo desespero; ou podem atribuir os abusos que sofrem a seu próprio comportamento equivocado, assumir responsabilidade e alimentar culpa, o que cria a ilusão de controle da situação.

Caberia a própria criança, então, mudar o comportamento, ser “boazinha”, e por meio dessa reforma ela seria deixada em paz e o abuso terminaria. A primeira escolha é a mais realista. Mas a segunda oferece uma quase irresistível alternativa ao desespero do confronto com a realidade.

Agora podemos compreender melhor a reação de muitos diante dos inimigos islâmicos. Uma sociedade acuada, difamada, atacada e sob constante risco de abuso acaba desenvolvendo mecanismos de fuga que transferem para si própria a culpa do que acontece. Ainda que seja só pela esperança de, ao agir assim, ser deixada em paz por aqueles que a querem destruir.

O acordo que Yasser Arafat recusou em Camp David em 2000 deixou clara essa postura. Israel cedeu em praticamente todas as demandas, inclusive a de um Estado Palestino com a capital em Jerusalém, o controle do Monte do Templo, a devolução de aproximadamente 95% da margem ocidental e toda a Faixa de Gaza, e um pacote de compensação de US$ 30 bilhões para os refugiados de 1948.

O príncipe saudita Bandar exortou Arafat a aceitar a generosa oferta, afirmando que rejeitá-la seria um crime. Arafat, entretanto, escolheu o crime, pois seu terrorismo dependia da manutenção do “bode expiatório”. A paz simplesmente não era do interesse das lideranças palestinas, ligadas a grupos radicais.

Mas o desejo de acreditar na postura “moderada” de grupos que ainda contam com grande contingente de fanáticos religiosos é irresistível para um povo sitiado. Cada mínimo aceno na direção de uma contemporização, ainda que seja uma tática dissimulada para ganhar tempo, é visto como prova de que tudo será diferente e que, agora, haverá paz. Se ao menos o nosso lado ceder mais um pouco...

Essa reflexão vale para muitos outros casos. Podemos pensar nos empresários sempre difamados em uma cultura onde o lucro é visto como fruto da exploração. Cansados de tanta propaganda enganosa e tantos ataques, muitos resolvem ceder e até elogiar o socialismo. Pensam que assim serão aliviados.

Ou então em um candidato que, “acusado” de defender a privatização, vira um outdoor ambulante de marcas estatais. Ou, por fim, em um grande veículo de imprensa que, insistentemente acusado de “golpista” pelos verdadeiros golpistas, acaba cedendo e apelando para um revisionismo histórico para agradar aos inimigos, hoje no poder.

Nada adianta, claro, quando o inimigo só aceita a nossa destruição.

Rodrigo Constantino é economista e presidente do Instituto Liberal