MULHERES ESTRANHAS
Por
Aileda de Mattos Oliveira
Uma
análise ligeira do perfil caracterizador das mulheres que formam o
esquadrão ministerial da presidente impressiona pela semelhança de
comportamentos, de vocabulários e, interessante salientar, de
semblantes, por espelharem a dureza de suas almas, empedernidas pelos
recalques da vida.
Mulheres estranhas!
A ideologia que alimenta esses pobres espíritos é qual uma
fôrma que molda o caráter de cada uma dentro de uma mesma linha de fabricação.
Daí, a produção em série. Excetuando-se a apagada Ana de Hollanda, as demais
assemelham-se às chefes de disciplina em orfanatos de crianças, na Inglaterra
do século XIX.
O azedume que se estampa nas faces dessas mulheres, o
voltarem-se para a negação do ser e não para a sobrevivência dele são sinais
indicadores de que a obsessão doutrinária, a lavagem cerebral, a despersonalização
de si mesmas são os fatores que as levaram a abraçar causas tortas que se opõem
à natureza das coisas.
Declararem-se a favor de desvios morais, a fim de fazer crer
que a igualdade de natureza sexual é idêntica à igualdade de direitos e deveres
como cidadãos, é manipularem a letra da lei; é afrontarem os sentimentos da
sociedade, é desvirtuarem as naturais tendências de cada pessoa, é levarem-na à
degradação. Aproveita-se essa gente da ignorância e da alienação, estados
deploráveis em que, infelizmente, a sociedade teima em permanecer.
Não tenho simpatias por padres nem por nenhuma das alas da
Igreja, principalmente a CNBB (obs: opinião da articulista, da qual discordamos), contudo, não posso deixar de reproduzir as
palavras do bispo de Assis (SP), D. José Benedito Simão, presidente da Comissão
da Vida, deste mesmo segmento da Igreja. Sendo ele lutador em prol da vida,
revidou as palavras da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Política
para Mulheres, já que é defensora da prática do aborto, logo, da morte.
Diz o bispo, segundo o ESTADÃO.COM.BR (Política), em
13/2/2012: A ministra “é uma pessoa infeliz, mal-amada, e irresponsável” que
“adotou uma postura contra o povo e a favor da morte”.
A escolha dessa ministra foi um dos muitos erros de dona
Dilma por manter-se arraigadamente com um pé no passado, o que justifica ser o
seu governo retrógrado, por congregar à sua volta elementos incapazes, de uma
época que não deseja considerar ultrapassada. Injetou no seu pensar, ter a
obrigação de trazer de volta a escória de seus antigos “aparelhos”, para tirar
uma lasca do poder e, com ele, do dinheiro público.
O que se estranha é que a Secretaria destinada a uma
política para as mulheres seja dirigida por estranha mulher, com estranha
filosofia de vida (ou de morte). Aliás, traz desconfiança qualquer entidade,
departamento, ministério, instituição que tenham, na sua designação, uma
identificação especificadora de sexo, etnia ou religião. Uma Secretaria
destinada a mulheres, também não é uma discriminação? Não é a maneira
dissimulada de considerar as mulheres dependentes do Estado e, portanto, peças
maleáveis nas mãos ásperas do governo? Não é uma forma de manipular as de baixa
renda e obrigarem-nas a abortarem ou a outro ato abominável qualquer?
Toda a atenção será pouca em relação às atividades desta
Secretaria, e acompanhar quais ações vão ser postas em prática é um dever e,
como tal, não se pode relegar. Afinal, a própria ministra declarou ter
aprendido a prática de fazer aborto, em 2004, sem ser médica. Ainda a mesma
fonte anterior (ESTADÃO.COM.BR), em 14/2/2012, informa que “a ministra afirma
que foi para a Colômbia aprender a fazer aborto pelo método Amiu (Aspiração
Manual Intrauterina)”. O mais grave nesta informação é que “Segundo ela,
(continua o jornal virtual) a entidade feminista da qual participava tinha como
objetivo "autocapacitar" mulheres para "lidar com o
aborto", mesmo sem conhecimentos de medicina.” Isto faz lembrar o nazismo.
O que pretende esta Secretaria fazer com as mulheres, de
pouco ou nenhum conhecimento sobre as consequências que recairão no seu próprio
corpo? Que sanha é esta de destruição da vida humana?
Quais argumentos terão as autoridades para fechar clínicas
clandestinas, os chamados “açougues”, se a própria ministra agiu (ou age)
clandestinamente? Quem tem poder, pode? Quem não tem, dane-se? Afinal, a lei é
ou não aplicável a todos?
Será possível que essa presidente atabalhoada não acerte a
mão, pelo menos uma vez? É imperioso que busque em centros de inteligência
alguém mais equipado intelectualmente e de mãos limpas, já que dentro de suas
hostes a qualidade de recursos humanos é precária.
É igualmente imperioso que reconheça, o quanto antes, a
pobreza de espírito dos que a rodeiam, o que lhe concede, e ao Lula, o galardão
de governantes que reuniram o maior número de ministros e assessores
incompetentes e corruptos na história política brasileira, tanto no campo do
desvio do dinheiro público, quanto no desvio dos mais caros valores da
dignidade humana. Neste, então...
Como o Brasil aguenta, não se sabe.
Prof.ª Dr.ª em Língua Portuguesa. Articulista do
Jornal Inconfidência. Membro da Academia Brasileira de
Defesa.