domingo, 29 de dezembro de 2013

Oração à Sagrada Família


  Jesus, Maria e José,
em vós contemplamos
o esplendor do amor verdadeiro,
a vós, com confiança nos dirigimos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
jamais nas famílias se faça experiência
de violência, fechamento e divisão:
qualquer um ferido ou escandalizado
tenha logo consolação e cura.

Sagrada Família de Nazaré,
o próximo Sínodo dos Bispos
possa trazer novamente a todos a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,
escutai, ouvi nossa súplica, Amém!


(Composta e recitada pelo Papa Francisco após o Angelus, em 29 de dezembro de 2013)

sábado, 7 de dezembro de 2013

INVOCAÇÃO A SÃO JOSÉ



  "São José, guardião de Jesus e casto esposo de Maria, empenhastes toda vossa vida no perfeito cumprimento de vosso dever e mantivestes a Sagrada família de Nazaré com o trabalho de vossas mãos. Protegei bondosamente aos que recorrem confiadamente a vós, pois conheceis nossas aspirações e nossas esperanças.


   Se a dirigimos a vós é porque sabemos que nos compreendeis e protegeis.


   Vós também conheceis as provas, dificuldades e trabalhos. Mas, ainda dentro das preocupações materiais da vida, vossa alma estava cheia de profunda paz e cantou cheia de verdadeira alegria pelo íntimo trato que tinhas com o Filho de Deus, o qual vos foi confiado, e também com Maria, sua terna Mãe.   Amém."    (João XXIII)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O poder da Ave Maria


Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

Milhões dos católicos rezam frequentemente a Ave Maria. Alguns repetem-na depressa, nem mesmo pensando nas palavras que estão dizendo.

Este artigo poderá ajudá-lo a recitá-la mais pensativamente.



- Uma Ave Maria bem rezada enche o coração de Nossa Senhora com alegria e nos concede grandes graças. Uma Ave Maria bem recitada dá-nos mais graças que mil rezadas sem reflexão.

- A Ave Maria é como uma mina de ouro da qual nós podemos sempre extrair e nunca se esgota. É difícil rezar a Ave Maria? Tudo o que temos que fazer é saber seu valor e compreender seu significado.

- S. Jerônimo nos diz que “as verdades contidas no Ave Maria são tão sublimes, tão maravilhosas, que nenhum homem ou anjo poderiam compreendê-las inteiramente.”

- S. Tomás de Aquino, príncipe dos teólogos, “o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios”, como Leão XIII o chamou, pregou o Ave Maria por 40 dias em Roma, enchendo os corações de êxtase.

- Pe. F. Suárez, o santo e erudito jesuíta, declarou que ao morrer dispostamente daria todos os livros que escreveu, todas as obras de sua vida, pelo mérito de uma só Ave Maria rezada devotamente.

- S. Matilde, que amava muito Nossa Senhora, certo dia estava se esforçando para compor uma bela oração em sua honra. Nossa Senhora apareceu-lhe, com as letras douradas em seu peito: “Ave Maria, cheia de graça.” Disse-lhe: “Desista, minha filha, de seu trabalho, pois nenhuma oração que talvez você pudesse compor dar-me-ia a alegria e o prazer da Ave Maria.”

- Um certo homem encontrou a alegria em orar lentamente a Ave Maria. A bendita Virgem em troca apareceu-lhe sorrindo e, anunciando-lhe o dia e hora de sua morte, concedeu-lhe uma santa morte. Depois de sua morte, um lírio branco cresceu de sua boca e escrito em suas pétalas: “Ave Maria.”

- Cesário descreve um incidente similar. Um santo e humilde monge viveu no monastério. Sua mente e memória estavam tão fracas que ele somente podia repetir uma oração, que era a Ave Maria. Depois de sua morte uma árvore cresceu sobre sua sepultura e em todas suas folhas estava escrito: “Ave Maria”.

Estas belas histórias nos mostram quantas devoções há para Nossa Senhora e o poder atribuído à Ave Maria rezada devotamente. Cada vez que dizemos a Ave Maria repetimos as mesmas palavras com que o arcanjo Gabriel saudou Maria no dia da Anunciação, quando ela se tornou a Mãe do Filho de Deus.

Muitas graças e alegrias encheram a alma de Maria naquele momento. Quando oramos o Ave Maria ofertamos novamente essas graças e alegrias à Nossa Senhora e ela os aceita com imenso prazer. Em troca ela nos dá uma ação dessas alegrias.

Certa vez Nosso Senhor pediu a S. Francisco que lhe desse algo. O santo respondeu: “Querido Senhor, eu não posso lhe dar nada que eu já não lhe dei, todo meu amor”.

Jesus sorriu e disse: “Francisco, dê-me tudo de novo e de novo e irá dar-me o mesmo prazer”.

Da mesma forma nossa querida Mãe aceita cada vez que oramos o Ave Maria e recebe as alegrias e prazer que ela teve das palavras de S. Gabriel.

Deus Todo-poderoso deu a Sua Bendita Mãe toda a dignidade, grandeza e santidade necessária para torná-la perfeita para ser sua Mãe. Mas Ele também lhe deu toda a doçura, amor, brandura e afeto necessário para  fazê-la também nossa querida Mãe. Maria é realmente nossa Mãe.

Assim como os filhos se dirigem às suas mães para pedir ajuda, da mesma forma deveríamos nos dirigir com a confiança ilimitada a Maria.

S. Bernardo e muitos Santos disseram que nunca ouviram falar em qualquer tempo ou lugar que Maria se recusou a ouvir as orações de seus filhos na Terra.

Por que não percebemos estas consoladoras verdades? Por que recusar o amor e  consolação que a doce Mãe de Deus nos oferece?

É nossa lamentável ignorância que nos priva desta ajuda e consolação.

Amar e confiar em Maria é ser feliz agora na Terra e depois feliz no céu.  O Dr. Hugh Lammer foi um dedicado protestante, com forte ódio contra a Igreja Católica. Um dia ele encontrou uma explicação da Ave Maria e começou a lê-la. Ele ficou tão encantado com ela que começou a rezá-la diariamente. Insensivelmente, toda a sua animosidade anti-católica começou a desaparecer. Ele se tornou um bom católico, um santo padre e um professor de Teologia Católica em Breslau.

Chamaram um sacerdote ao lado da cama de um homem que morria no desespero por causa dos seus pecados. O homem recusava se confessar. Como um recurso último o sacerdote pediu-o a orar pelo menos a Ave Maria. Logo após, o pobre homem fez uma confissão sincera e morreu uma morte santa.

Na Inglaterra, pediram a um sacerdote da paróquia para ver uma senhora protestante que estava gravemente doente e que desejava se tornar católica.  Perguntado se alguma vez ela já tinha ido à Igreja Católica ou se ela tinha falado com católicos, ou se ela tinha lido livros Católicos, ela respondeu: “não”. Tudo o que ela podia lembrar era que uma amiga lhe ensinou o Ave Maria, o qual ela rezava toda noite. Ela foi batizada e, antes de morrer, teve a felicidade de ver seu marido e filhos batizados.

S. Gertrudes diz-nos no seu livro “Revelações” que quando nós agradecemos a Deus pelas graças que Ele deu a qualquer Santo, tornamo-nos participantes daquelas determinadas graças.

Que graças então não temos quando oramos o Ave Maria agradecendo a Deus por todas as inexprimíveis graças que Ele deu a Sua Bendita Mãe?
“Uma Ave Maria dita sem sensível fervor, mas com um puro desejo em um tempo de aridez, tem muito mais valor à minha vista do que um Rosário inteiro no meio das consolações”. (Nossa Senhora a Ir. Benigna Consolata Ferrero)

Fonte: Bíblia Católica News

sábado, 19 de outubro de 2013

A mais antiga Oração Mariana


"À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!"

 A oração "Sub tuum praesidium" (À vossa proteção) é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Encontrada num fragmento de papiro, em 1927, no Egito, remonta ao século III.



Tem uma excepcional importância histórica pela explícita referência ao tempo de perseguições dos cristãos ("Estamos na provação" e "Livrai-nos de todo perigo") e uma particular importância teológica por recorrer à intercessão de Maria, invocada com o título de Theotókos (Mãe de Deus).


Este título é o mais importante e belo da Virgem Santíssima. Já no século II era dirigido a Maria e foi objeto de definição conciliar em Éfeso, em 431.


O texto primitivo do qual derivam as diversas variações litúrgicas (copta, grega, ambrosiana e romana) é o seguinte: “Sob a asa da vossa misericórdia nós nos refugiamos, Theotókos; não recuse os nossos pedidos na necessidade e salva-nos do perigo: somente pura, somente bendita”.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Oração a São José

Oração a São José
Oh! glorioso São José, a quem foi dado o poder de tornar possíveis as coisas humanamente impossíveis, vinde em nosso auxílio nas dificuldades em que nos achamos. Tomai sob a vossa proteção a causa que vos confiamos, para que tenha uma solução favorável.
 
Oh! Pai muito amado, em vós depositamos toda nossa confiança. Que ninguém possa jamais dizer que vos invocamos em vão. Já que tudo podeis junto a Jesus e Maria, mostrai-nos que vossa bondade é igual ao vosso poder.
 
São José, a quem Deus confiou o cuidado da mais santa família que jamais houve, sede o pai e protetor da nossa e impetrai-nos a graça de vivermos e morrermos no amor de Jesus e Maria.
 
São José do Perpétuo Socorro rogai por nós que recorremos a vós.

sábado, 5 de outubro de 2013

Oração a Santa Teresinha

Oração a Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face


Ó Santa Teresinha, branca e mimosa flor de Jesus e Maria, que embalsamais o Carmelo e o mundo inteiro com o vosso suave perfume, chamai-nos e nós correremos convosco, ao encontro de Jesus, pelo caminho da renúncia, do abandono e do amor.

Fazei-nos simples e dóceis, humildes e confiantes para com o nosso Pai do céu.

Ah! Não permitais que o ofendamos com o pecado.

Assisti-nos em todos os perigos e necessidades; socorrei-nos em todas as aflições e alcançai-nos todas as graças espirituais e temporais, especialmente a graça que estamos precisando agora (diz a aqui a graça desejada).

Lembrai-vos, ó Santa Teresinha, que prometestes passar vosso céu fazendo bem a terra, sem descanso, até ver completo o número de eleitos.

Ah! Cumpri em nós a vossa promessa: sede nosso anjo protetor na travessia desta vida e não descanseis até que nos vejais no céu, ao vosso lado, contando as ternuras do amor misericordioso do Coração de Jesus. Amém!

Oraçôes a São Jorge

 Oração de São Jorge

Ó São Jorge, meu guerreiro, invencível na Fé em Deus, que trazeis em vosso rosto a esperança e confiança abra os meus caminhos.

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer algum mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, a Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel cavalo meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.
Ajudai-me a superar todo o desanimo e alcançar a graça que tanto preciso: (fazei aqui o seu pedido)
Dai-me coragem e esperança fortalecei minha e auxiliai-me nesta necessidade.
Com o poder de Deus, de Jesus Cristo e do Divino Espírito Santo. Amém!



Oração da Espada de São Jorge
h! Glorioso Guerreiro São Jorge, eu te suplico confiante que serei atendido, neste momento difícil da minha vida, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, com Vossa Espada de Luta, venha cortar todo mal e principalmente (faz o pedido).
Com a força do teu poder de defesa, eu me coloco na proteção do teu escudo, para combater o bom combate contra todo mal ou influência negativa que estiver em meu caminho. Amém.
São Jorge Cavaleiro, guiai-me. São Jorge Guerreiro, defendei-me. São Jorge Mártir, protegei-me.
Todo devoto de São Jorge deve usar a espada (o terço) sempre que rezar esta oração.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Delírios de um povo sitiado

Artigo de Rodrigo Constantino, publicado no jornal "O GLOBO", na edição de 1º de outubro de 2013.                                                 

 “Não é possível discutir racionalmente com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos.”  (Karl Popper)

Participo hoje do evento Oriente Médio: Crise e Esperança, com os jornalistas Caio Blinder, Diogo Mainardi, Guga Chacra e Reinaldo Azevedo. O tema está na ordem do dia, com toda a confusão na Síria e o agora evidente fracasso da Primavera Árabe, que chegou a encantar muitos “especialistas”.

A aparente tentativa de se aproximar do Ocidente por parte do presidente iraniano Rouhani despertou novas esperanças em muitos. Arrisco dizer que vão se decepcionar novamente. Ignoram a premissa básica de que muitos na região simplesmente não aceitam a existência de Israel.

Em “The Oslo Syndrome”, Kenneth Levin apresenta uma tese interessante de por que tantos judeus se enganam em relação às intenções de seus inimigos. O fenômeno seria, antes de tudo, psicológico. Vale resumi-lo, até porque não é do interesse apenas dos judeus, mas de todo o Ocidente.

O autor vai buscar em Anna Freud parte da explicação. Muitas crianças abusadas adotam um comportamento estranho de culpa, como se algo de ruim nelas justificasse sua situação. No afã de conquistar de alguma maneira o amor do parente que a abusa, a criança transfere a responsabilidade para si própria.

Outra possível explicação diz respeito à ingenuidade das crianças. O abuso normalmente vem junto com acusações de que tal ato é consequência de alguma coisa errada que ela fez, e a criança aceita tal fardo pelo valor de face.

Uma terceira possibilidade seria o narcisismo típico da infância. As crianças estão inclinadas a se enxergar como o centro do mundo e se atribuir poderes grandiosos. Isso cria a predisposição para assumirem a responsabilidade de tudo aquilo que acontece com elas, bom ou ruim.

Tais crianças se deparam com duas escolhas: podem compreender que são vítimas de forças e circunstâncias fora de seu controle, o que pode levar a certo desespero; ou podem atribuir os abusos que sofrem a seu próprio comportamento equivocado, assumir responsabilidade e alimentar culpa, o que cria a ilusão de controle da situação.

Caberia a própria criança, então, mudar o comportamento, ser “boazinha”, e por meio dessa reforma ela seria deixada em paz e o abuso terminaria. A primeira escolha é a mais realista. Mas a segunda oferece uma quase irresistível alternativa ao desespero do confronto com a realidade.

Agora podemos compreender melhor a reação de muitos diante dos inimigos islâmicos. Uma sociedade acuada, difamada, atacada e sob constante risco de abuso acaba desenvolvendo mecanismos de fuga que transferem para si própria a culpa do que acontece. Ainda que seja só pela esperança de, ao agir assim, ser deixada em paz por aqueles que a querem destruir.

O acordo que Yasser Arafat recusou em Camp David em 2000 deixou clara essa postura. Israel cedeu em praticamente todas as demandas, inclusive a de um Estado Palestino com a capital em Jerusalém, o controle do Monte do Templo, a devolução de aproximadamente 95% da margem ocidental e toda a Faixa de Gaza, e um pacote de compensação de US$ 30 bilhões para os refugiados de 1948.

O príncipe saudita Bandar exortou Arafat a aceitar a generosa oferta, afirmando que rejeitá-la seria um crime. Arafat, entretanto, escolheu o crime, pois seu terrorismo dependia da manutenção do “bode expiatório”. A paz simplesmente não era do interesse das lideranças palestinas, ligadas a grupos radicais.

Mas o desejo de acreditar na postura “moderada” de grupos que ainda contam com grande contingente de fanáticos religiosos é irresistível para um povo sitiado. Cada mínimo aceno na direção de uma contemporização, ainda que seja uma tática dissimulada para ganhar tempo, é visto como prova de que tudo será diferente e que, agora, haverá paz. Se ao menos o nosso lado ceder mais um pouco...

Essa reflexão vale para muitos outros casos. Podemos pensar nos empresários sempre difamados em uma cultura onde o lucro é visto como fruto da exploração. Cansados de tanta propaganda enganosa e tantos ataques, muitos resolvem ceder e até elogiar o socialismo. Pensam que assim serão aliviados.

Ou então em um candidato que, “acusado” de defender a privatização, vira um outdoor ambulante de marcas estatais. Ou, por fim, em um grande veículo de imprensa que, insistentemente acusado de “golpista” pelos verdadeiros golpistas, acaba cedendo e apelando para um revisionismo histórico para agradar aos inimigos, hoje no poder.

Nada adianta, claro, quando o inimigo só aceita a nossa destruição.

Rodrigo Constantino é economista e presidente do Instituto Liberal



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

CONSELHOS AOS JOVENS



 Trecho do Discurso de Rui Barbosa no Colégio Anchieta - 1903


Mocidade vaidosa não chegará jamais a virilidade útil. Onde os meninos camparem de doutores, os doutores não passarão de meninos. A mais formosa das idades ninguém porá em dúvida que seja a dos moços: todas as graças a enfloram e coroam. Mas de todas se despiu, em sendo presunçosa.

Nos tempos de preguiça e ociosidade cada indivíduo nasce a regurgitar de qualidades geniais. Mal esfloraram os primeiros livros, e já se sentem com força de escrever tratados. Dos seus lentes desdenham, nos seus maiores desfazem, chocarreiam dos mais adiantados em anos.

Para saber a política, não lhes foi mister conhecer o mundo, ou tratar os homens. Extasiados nas frases postiças e nas idéias ressonantes, vogam à discrição dos enxurros da borrasca, e colaboram nas erupções da anarquia.

Não conhecem a obediência aos superiores e a reverência aos mestres. São os árbitros do gosto, o tribunal das letras, a última instância da opinião. Seus epigramas crivam de sarcasmos as senhoras nas ruas; suas vaias sobem, nas escolas, até à cátedra dos professores.

É uma superficialidade satisfeita e incurável, uma precocidade embotada e gasta, mais estéril que a velhice. Deus a livre a esta de tais sucessores, e vos preserve de semelhantes modelos.

Sede, meus caros amiguinhos, tais quais o verdor florescente de vossos anos o exige: afervorados, entusiastas, intrépidos, cheios das aspirações do futuro e inimigos dos abusos do presente. Mas não vos reputeis o sal da terra.

Habituai-vos a obedecer, para aprender a mandar. Costumai-vos a ouvir, para alcançar a entender. Afazei-vos a esperar, para lograr concluir. Não delireis nos vossos triunfos.

Para não arrefecerdes, imaginai que podeis vir a saber tudo; para não presumirdes, refleti que, por muito que souberdes, mui pouco tereis chegado a saber.

Sede, sobretudo, tenazes, quando o objeto almejado se vos furtar na obscuridade avara do ignoto.
Profundai a escavação, incansáveis como o mineiro no garimpo. De um momento para outro, no filão resistente se descobrirá, talvez, por entre a ganga, o metal precioso.

Haveis de ouvir falar amiúde em portentos e monstros, cuja capacidade nasce consumada e deslumbrante do seio materno, como Palas da cabeça de Júpiter. O portento pagão se renova, entre nós, debaixo de todos os tetos. Cada família se gaba de uma águia. Triste ilusão da paternidade mal equilibrada. Os gênios são meteoros raros, nem sempre benéficos. E raramente serão frutos espontâneos da natureza: as mais das vezes os cria a paciência e a perseverança.

É a assiduidade na educação metódica e sistemática de nós mesmos o que descobre as grandes vocações e amadurece os grandes escritores, os grandes artistas, os grandes observadores, os grandes inventores, os grandes homens de Estado. Não contesto a inspiração; advirto apenas em que é freqüentemente uma revelação do trabalho.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Sobre o plebiscito, por Paulo Brossard*

    Mais uma semana terá decorrido quando for publicado o artigo que começo a escrever, como de costume, na sexta-feira. E o que posso dizer é que pouco se clarificou na matéria iniciada com a vaia ocorrida no Estádio Mané Garrincha com endereço à senhora presidente da República. Ainda bem que se tornou pública a origem da fórmula jogada ao espaço vazio do governo que a endossou.

    Sabe o leitor quantas emendas à Constituição de 1988 foram promulgadas sem necessidade de nenhum plebiscito? Sem falar nas seis emendas de revisão, foram 72 as emendas aprovadas e para tanto bastou obedecer à própria Constituição em seu art. 66.

    Ora, a senhora presidente da República e seu marqueteiro, ao que parece, trouxeram de São Paulo a fórmula sonhadora, deixar de lado a Constituição e recorrer a meios estranhos à tradição nacional, com a “vantagem” de ser até agora imprevista e obviamente mais demorada. Graças ao expediente, a discussão está entre Constituinte e plebiscito e referendum...

    Mas, da reforma política que todo o mundo diz ser necessária e a ela favorável, não se diz o necessário para sequer situá-la no plano das ideias; o plebiscito tomou conta de tudo ainda que o PIB não cresça, a indústria patine no pior resultado no ano passado, e “Sob críticas, Dilma recua e desiste da Constituinte” – “Sem apoio, Dilma desiste da Constituinte para reforma política” – Esta decisão revela a leviandade com que problema dessa importância é tratado. Cancelada a “Constituinte exclusiva” como se fosse de somenos é mantido o plebiscito inexigido pela Constituição. Destarte, ignorando a Constituição, o plebiscito ocupa o espaço que deveria ser o plenário das questões nacionais a serem debatidas e analisadas, segundo sua importância, atualidade ou necessidade.

    Mas chegou o momento de indagar de que laboratório saiu o plebiscito e as demais postulações lançadas pela senhora presidente. Sabe-se que foi depois de ela, acompanhada de seu marqueteiro, ir a São Paulo entrevistar-se com seu protagonista e antecessor. Foi depois que o prefeito de São Paulo anunciara a decisão de não reduzir a tarifa dos transportes coletivos, e para salvar o governo federal revogou a decisão anterior. Como divulgado, não se trata de nenhuma concepção elaborada no calor da crise; mas a tábua redentora resultou de um congresso do PT de 2006 ou 2007, que indicava as medidas agora apontadas como salvadoras e que ficaram postergadas para as calendas gregas, permanecendo dormentes durante seis ou sete anos. Esse dado deve ser apreciado ao lado do recuo da senhora presidente no tocante à Constituinte negociada, “com líderes do Congresso e do Judiciário”, (sic) segundo as manchetes das primeiras páginas dos maiores jornais do país.

    Mas nesta altura se percebe a armação cavilosa relativa à “corrupção que passará a ser crime hediondo”, como leio na manchete de primeira página de Zero Hora da semana finda; o leitor se agradará do alvitre porque a tisna da corrupção é repelente à imensa maioria da população brasileira. É de salientar-se que só agora a senhora presidente ficou a saber de que existe “corrupção” em seu reino? E não me causará surpresa se metade do Código Penal venha a ser de delitos hediondos.

    Seria bom parar com essas tolices, antes que as licenças oficiais venham a ser consideradas crime hediondo e, assim, o feiticeiro morrer de seu próprio feitiço.

*JURISTA, MINISTRO APOSENTADO DO STF

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Acende-se na escuridão do caos a lanterna da esperança!

Caros amigos

Tenho falado, seguidamente, que só o caos nos livrará dessa onda socialista que assola a América Latina, desde a criação do Foro de São Paulo. Assim tem sido ao longo da história, a contar de 1917, quando a "revolução" implantou o comunismo na Rússia. Lá, a fome, a miséria e a escravidão chegaram logo, mas o caos só atingiu a todos, de forma insustentável, setenta anos após.

Os socialistas chegam enganando quase todo mundo e conquistam o poder, normalmente, de forma revolucionária, pela força das armas e da ilusão de uma massa de excluídos, e, eventualmente, pelo voto, principalmente, desse mesmo grupo de eleitores e de alguns oportunistas que se julgam espertos.

Eles têm conseguido este intento em países onde a classe política não representa nada além de seus próprios interesses, tendo a demagogia e a corrupção como instrumentos de convencimento e de trabalho, respectivamente, já que a retórica socialista soa aos ouvidos dos explorados como tábuas de salvação, quando, na realidade, são as grades da escravidão física e mental de toda a Nação! 

Para chegarem ao poder, eles estimulam a inveja e fomentam a luta de classes, culpando, particularmente, a classe média pela miséria que assola a massa, quando, de fato, ela representa o que todos deveriam almejar. Iludem os excluídos com a falácia do "estado provedor", o que, em última análise, não passa de estímulo à inépcia, à inação, à estagnação, à falta de brios e à vagabundagem travestida de desambição.

Subrepticiamente, seus líderes fazem crer aos desavisados que a propriedade privada, ou a palavra "meu", deve ser excluída das mentes e do vocabulário das pessoas, quando na realidade o que querem implementar é a máxima do "o que é meu é meu, mas o que é teu e deles é nosso"

Em todos os lugares onde isto foi implantado, enquanto durou, gerou miséria, estagnação, morte e escravidão e perdurou até que o caos se instalasse de forma irremediável.

Nós, apesar de tudo, estamos com sorte, pois o caos está a ser estabelecido antes que o sistema seja definitivamente implantado, o que nos assegura, em prazo relativamente curto, uma mudança de atitude da "massa", haja vista a impossibilidade de o governo assegurar a manutenção da compra de votos pelo "estômago". Os sintomas e indícios do caos estão aí, à disposição de quem quiser ver, afinal, o "socialismo dura enquanto durar o dinheiro dos outros" e este, parece, já dá mostras de que é finito e de que eles foram com muita sede ao pote, prematuramente!

Em rápido passeio pela situação geral, pode-se constatar que a política continua entregue aos corruPTos e a seus projetos mirabolantes, falsos e superfaturados, tendo como consequências a valorização da fraude e da delinquência e o enriquecimento ilícito da nomenclatura. A luta de classes se evidencia na colocação dos interesses das minorias acima do mérito e do direito da maioria, tudo com o objetivo de fomentar ódios e deturpar os valores consagrados da moral e da ética. 

A agricultura, apesar da logística catastrófica e do esforço do MST e da FUNAI para levar o nível da produção de volta ao tempo colonial, é o único setor a sustentar o que nos resta e a incrementar, de alguma forma, o setor industrial. Um certo desespero já pode ser percebido nas hostes governamentais, pois, em Belo Monte e em terras do Mato Grosso do Sul, falsos, pacíficos, importados e indolentes índios transformaram-se em pintados e agressivos guerreiros, dispostos a impor-se ao direito e ao interesse nacional.

A insegurança pública é completa, assaltos, assassinatos, atentados, furtos, roubos, invasões de terras produtivas, incêndios de pessoas e de bens públicos e privados são alguns dos delitos que diariamente ensanguentam as páginas dos noticiários, fazendo com que os índices de mortos e feridos ultrapassem os das guerras mais sanguinárias da atualidade e do passado.

A miséria tem diminuído, mas por decreto! 70 Reais tiram uma família da pobreza absoluta e transformam em remediados quaisquer pedintes dos engarrafamentos ou dos sinais de trânsito. 

Para desacelerar o processo caótico, a arrecadação, que sustenta as esmolas para a massa, terá que ser reduzida junto com o fim do estímulo ao consumo e com o aumento dos juros, pondo em risco as calças jeans das adolescentes e a poupança dos vendedores de votos, conhecidos como “bolsistas”.

Resumindo, as condições objetivas para levar a massa ignorante a apoiar o golpe socialista estão indo, prematuramente, por águas abaixo, acendendo na escuridão do caos a lanterna da esperança. Livraremo-nos deles, mesmo antes de vê-los tirar a máscara da hipocrisia!

Deus é grande, e, seguramente, brasileiro e não há de querer este mal para a sua gente!

Forte e esperançoso abraço,

PChagas